quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

FIM DAS POSTAGENS NESTE BLOG

Recentemente adquiri um domínio na internet com o meu nome. Pensei que a coisa fosse caríssima, mas a manutenção do www é relativamente barata e tornou-se acessível a este cidadão comum.

Relativamente ao facebook eu o encerrei por motivos pessoais e não pretendo retornar a ele tão cedo. Qualquer um que queira saber de minha vida ou do que estou disposto a mostrar dela poderá acessar meu novo local de exposição virtual.

Assim sendo será um gosto receber todos vocês no WWW.RONALDOGALVAO.COM.BR.

Trata-se de um espaço mais acadêmico que pessoal, mas algumas coisas serão postadas sobre aquilo que eu entender interessante contar a vocês meus queridos leitores.

ATENÇÃO

continuarei a responder aos comentários aqui colocados e aos mails direcionados diretamente.

Agradeço a todos o carinho que sempre me fez manter este espaço de comunicação.

 

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No meu novo espaço todos são bem-vindos! Vamos papear!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Sugestão de TCC

fonte: http://pensandoeseguindo.blogspot.com.br/2012/11/a-heranca-machado-de-assis-e-o-direito.html
 
A Herança. Machado de Assis e o Direito das Sucessões.

"Veja-nos agora o leitor, oito dias depois da morte de meu pai, — minha irmã sentada num sofá, — pouco adiante, Cotrim, de pé, encostado a um consolo, com os braços cruzados e a morder o bigode, — eu a passear de um lado para outro, com os olhos no chão. Luto pesado. Profundo silêncio.

— Mas afinal, disse Cotrim; esta casa pouco mais pode valer de trinta contos; demos que valha trinta e cinco...

— Vale cinquenta, ponderei; Sabina sabe que custou cinquenta e oito...

— Podia custar até sessenta, tornou Cotrim; mas não se segue que os valesse, e menos ainda que os valha hoje. Você sabe que as casas, aqui há anos, baixaram muito. Olhe, se esta vale os cinquenta contos, quantos não vale a que você deseja para si, a do Campo?

— Não fale nisso! Uma casa velha.

— Velha! exclamou Sabina, levantando as mãos ao teto.

— Parece-lhe nova, aposto?

— Ora, mano, deixe-se dessas coisas, disse Sabina, erguendo-se do sofá; podemos arranjar tudo em boa amizade, e com lisura. Por exemplo, Cotrim não aceita os pretos, quer só o boleeiro de papai e o Paulo...

— O boleeiro não, acudi eu; fico com a sege e não hei de ir comprar outro.

— Bem; fico com o Paulo e o Prudêncio.

— O Prudêncio está livre.

— Livre?

— Há dois anos.

— Livre? Como seu pai arranjava estas coisas cá por casa, sem dar parte a ninguém! Está direito. Quanto à prata... creio que não libertou a prata?

Tínhamos falado na prata, a velha prataria do tempo de D. José I, a porção mais grave da herança, já pelo lavor, já pela vetustez, já pela origem da propriedade; dizia meu pai que o Conde da Cunha, quando vice-rei do Brasil, a dera de presente a meu bisavô Luís Cubas.

— Quanto à prata, continuou Cotrim, eu não faria questão nenhuma, se não fosse o desejo que sua irmã tem de ficar com ela; e acho-lhe razão. Sabina é casada, e precisa de uma copa digna, apresentável. Você é solteiro, não recebe, não...

— Mas posso casar.

— Para quê? interrompeu Sabina.

Era tão sublime esta pergunta, que por alguns instantes me fez esquecer os interesses. Sorri; peguei na mão de Sabina, bati-lhe levemente na palma, tudo isso com tão boa sombra, que o Cotrim interpretou o gesto como de aquiescência, e agradeceu-mo.

— Que é lá? redargui; não cedi coisa nenhuma, nem cedo.

— Nem cede?

Abanei a cabeça.

— Deixa, Cotrim, disse minha irmã ao marido; vê se ele quer ficar também com a nossa roupa do corpo; é só o que falta.

— Não falta mais nada. Quer a sege, quer o boleeiro, quer a prata, quer tudo. Olhe, é muito mais sumário citar-nos a juízo e provar com testemunhas que Sabina não é sua irmã, que eu não sou seu cunhado e que Deus não é Deus. Faça isto, e não perde nada, nem uma colherinha. Ora, meu amigo, outro ofício!

Estava tão agastado, e eu não menos, que entendi oferecer um meio de conciliação; dividir a prata. Riu-se e perguntou-me a quem caberia o bule e a quem o açucareiro; e depois desta pergunta, declarou que teríamos tempo de liquidar a pretensão, quando menos em juízo. Entretanto, Sabina fora até à janela que dava para a chácara, — e depois de um instante, voltou, e propôs ceder o Paulo e outro preto, com a condição de ficar com a prata; eu ia dizer que não me convinha, mas Cotrim adiantou-se e disse a mesma coisa.

— Isso nunca! não faço esmolas! disse ele.

Jantamos tristes. Meu tio cônego apareceu à sobremesa, e ainda presenciou uma pequena altercação.

— Meus filhos, disse ele, lembrem-se que meu irmão deixou um pão bem grande para ser repartido por todos.

Mas Cotrim:

— Creio, creio. A questão, porém, não é de pão, é de manteiga. Pão seco é que eu não engulo.

Fizeram-se finalmente as partilhas, mas nós estávamos brigados. E digo-lhes que, ainda assim, custou-me muito a brigar com Sabina. Éramos tão amigos! Jogos pueris, fúrias de criança, risos e tristezas da idade adulta, dividimos muita vez esse pão da alegria e da miséria, irmãmente, como bons irmãos que éramos. Mas estávamos brigados. Tal qual a beleza de Marcela, que se esvaiu com as bexigas."

Psicopatas e profissões

não sei se a fonte é segura, mas servirá para reflexões:

http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=26694

sugestão de TCC!

http://pensandoeseguindo.blogspot.com.br/2012/11/um-projeto-machado-de-assis-e-o-direito.html

O link é interessante de ser lido!

texto:

"Jantei triste. Não era a falta do relógio que me pungia, era a imagem do autor do furto, e as reminiscências de criança, e outra vez a comparação, e a conclusão... Desde a sopa, começou a abrir em mim a flor amarela e mórbida do capítulo XXV, e então jantei depressa, para correr à casa de Virgília. Virgília era o presente; eu queria refugiar-me nele, para escapar às opressões do passado, porque o encontro do Quincas Borba, tornara-me aos olhos o passado, não qual fora deveras, mas um passado roto, abjeto, mendigo e gatuno.

Saí de casa, mas era cedo; iria achá-los à mesa. Outra vez pensei no Quincas Borba, e tive então um desejo de tornar ao Passeio Público, a ver se o achava; a idéia de o regenerar surgiu-me como uma forte necessidade. Fui; mas já não o achei. Indaguei do guarda; disse-me que efetivamente “esse sujeito” ia por ali às vezes.

— A que horas?

— Não tem hora certa.

Não era impossível encontrá-lo noutra ocasião; prometi a mim mesmo lá voltar. A necessidade de o regenerar, de o trazer ao trabalho e ao respeito de sua pessoa enchia-me o coração; eu começava a sentir um bem-estar, uma elevação, uma admiração de mim próprio... Nisto caía a noite; fui ter com Virgília".

Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas, capítulo LXI. Disponível em http://pt.wikisource.org/wiki/Mem%C3%B3rias_P%C3%B3stumas_de_Br%C3%A1s_Cubas/LXI

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

ATAREFADO!

atarefado

Amigos do blog!

Saudades demais de todos vocês!

Acontece que a vida de quem é

Advogado

Professor

Estudante

Sem contar que também namoro, sou filho, irmão e amigo…..

É uma correria!!!

Nestes últimos dias estive com vários afazeres que me ocuparam o tempo e minaram minhas forças.

Já há muito estou cansado e desgastado com a profissão de advogado que tem me consumido muito dos “nervos”.

Quem tem 15 anos de advocacia intensa e profícua sabe disto.

Graças ao bom Deus, novos rumos se apontam e penso que a advocacia será uma atividade mais saborosa como o era nos idos tempos de meu ingresso na militância.

 

Como professor desdobro-me para meus alunos terem o melhor ensino possível. Dedico-me a elaborar aulas expositivas bem interessantes que lhes deem a oportunidade de assimilar o conteúdo da melhor maneira possível.

Elaboro as apostilas com os temas a serem abordados e disponibilizo no blog para os alunos. Elaborando provas que de fato possam dar a oportunidade ao aluno de mostrar sua apreensão da disciplina aplicada.

E todos sabem que final de semestre é algo terrível para alunos recuperarem estudos perdidos.

Candidatei-me a uma vaga de mestrado e tive de estudar muito e muito mais me espera nos tempos vindouros. A dificuldade de conseguir uma vaga na melhor universidade particular do Brasil com conceito 5 na avaliação da CAPES: PUC-Minas, já foi superada, agora é ter um bom trabalho para desenvolver uma dissertação para a receber boas críticas dos avaliadores na banca final.

Certo que centenas de livros hão de ser lidos: ou seja centenas de prazeres. A leitura, especialmente a técnica, me apaixona.

De tudo isto, fiquei sem vir no blog e vários mails permaneceram sem resposta. Meus visitantes ficaram sem as dividas atenções e por tudo isto peço desculpas:

 

Agora as minhas produções vão voltar ao normal e sempre estarei com vocês.

Um forte abraço a todos….

 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Questões interessantes

Questões interessantes para debate em sala de aula:
clique no link abaixo para saber mais:
Sobre o valor da causa
Repetição de indébito e reconvenção
TJ-SP reconhece direito do bebê e condena Rafinha
Limite entre doença mental e violência desafia ciência
Causa madura pode ser aplicada em matéria fática, desde que não seja preciso produzir novas provas
Risco de esquecimento autoriza antecipação de provas
Direito do devedor: a jurisprudência do STJ sobre ação de consignação em pagamento
Comprador de imóvel litigioso não tem legitimidade para opor embargos de terceiro
Tolerância do antigo dono não assegura acesso público a cachoeira após venda do imóvel
Não é possível discutir abusividade de cláusulas contratuais em ação de prestação de contas
SENTENÇA DE SÃO PAULO. DUPLO REGISTRO DE MATERNIDADE.
Contrato de gaveta não serve para legitimar parte
Petição inicial deve se limitar a fatos ocorridos
Como redigir peças

 

Os textos foram coletados em sites públicos que não tem restrição a difusão do conhecimento jurídico. São sites de conteúdo meramente informativo.

Os autores que pretendem ver suas obras restritas aos sites de origem, mesmo não tendo expressado tal fato de forma explícita, e acaso entendam que seu excelente texto seja retirado desta publicação, basta enviar um mail.

Grato

Ronaldo Galvão

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Trabalho extra classe

Alexandre Moraes, empresário do ramo de construção civil recebe em seu escritório na cidade de Pará de Minas, uma citação através de Carta Precatória oriunda da comarca de Belo horizonte, onde sua empresa AM construtora LTDA é demandada numa ação de Reintegração de Posse de uma área de terreno onde está edificando um imóvel para a empresa Casa Pernambucanas que está construindo uma loja em terreno próprio. Todo o projeto foi fornecido pela própria Casas Pernambucanas LTDA, ficando a AM Construtora responsável somente pela execução. Do total da área composta por 16 lotes de terrenos com aproximadamente 360m² cada, alguns lotes lindeiros foram utilizados somente em parte e outros na totalidade.

O autor da ação (José Ramalho), vizinho do imóvel, alega que a empresa de Alexandre adentrou seu lote de terreno derrubando cercas divisórias. Que nada foi construído no local invadido, mas a cerca foi deslocada 2 metros para dentro da propriedade de José Ramalho.

O autor pede a Reintegração da Posse, a reconstrução do muro divisório no local correto, e ainda perdas e danos em face de ter a empresa de Alexandre destruído o piso do imóvel de José Ramalho.

Promova a contestação processual e meritória, ideal aos interesses da empresa de seu cliente Alexandre Moraes.

Atentar-se para a questão da eventualidade da defesa explanada em aula!

ENTREGA NA PRÓXIMA AULA DE PRÁTICA PROCESSUAL CIVIL SIMULADA – DIA 21/11